PROTAGONISMO JUVENIL
O termo “protagonismo” é constituído por duas raízes gregas: proto, que significa “o primeiro, o principal”; agon, que significa “luta”. “Agonistes”, por sua vez, significa “lutador”. Protagonista quer dizer, portanto, lutador principal, personagem principal, ator principal. Assim, o jovem, em face do protagonismo, deve começar a ser aceito como solução, e não como problema. Em outras palavras, deve ser visto como agente transformador.
A ideia de protagonismo juvenil não é recente, mas o termo pode ser atribuído ao pedagogo mineiro

Um dos principais colaboradores e defensores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Antonio Carlos Gomes da Costa é autor, junto a Maria Adenil Vieira, da obra “Protagonismo Juvenil: adolescência, educação e participação democrática”. O livro trata da força transformadora dos adolescentes, da criação de espaços para o diálogo franco entre jovens e adultos, e da promoção de oportunidades para a expressão criativa e responsável do seu potencial.
Outro importante aspecto sobre o protagonismo juvenil é que, ao se envolver com atividades para o bem comum, preocupando-se com suas ações, suas opções e seus compromissos, o jovem exercita sua iniciativa e sua responsabilidade, o que contribui, por exemplo, para diminuir o envolvimento do jovem com o crime e com a violência.

CONTEXTO HISTÓRIA – PRIMEIROS PASSOS
No dia 22 de setembro comemora-se o Dia da Juventude Brasileira. Foram muitos os episódios em que os jovens do Brasil se mostraram protagonistas e cada vez mais resistentes em relação a processos

Antidemocrático configura-se na qualidade daquele que é contra a democracia, isto é, quem se opõe à participação do povo para eleger seus representantes através do voto. Em um governo democrático, todos os cidadãos possuem o mesmo estatuto e têm garantido o direito à participação política. Atos antidemocráticos, portanto, são contrários aos ideais propostos por esse tipo de regime político.
A

Juventude é uma fase de transição entre o fim da infância e a vida adulta; é o estado de uma pessoa jovem. Trata-se do processo de preparação para os indivíduos assumirem o papel de adulto na sociedade, tanto no plano familiar quanto no profissional. É uma fase pela qual o indivíduo passa por diversas transformações físicas, psicológicas e sociais.

A política brasileira funciona como república federativa presidencialista, em que o país é liderado por um presidente, Chefe de Governo e Chefe de Estado, elegidos pelo povo através do voto; além disso, os Estados possuem autonomia política. O país conta com três órgãos políticos distintos: os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O povo elege também senadores, deputados federais, governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores.
| 2.1 – Movimentos estudantis durante o Regime Militar: | |
![]() |
Conhecido como Ditadura Militar ou Golpe de 64, foi um regime político que ocorreu entre os anos de 1964 e 1985. Uma época de incerteza política marcada também pela participação de movimentos estudantis que se opunham à ditadura militar. Nesse momento, o movimento dos estudantes foi um grande escudo para o regime autoritário e para a política educacional conservadora na época. Em 1968, no Rio de Janeiro, por exemplo, a Passeata dos Cem Mil tomou as ruas, após a morte do estudante secundarista Édson Luis de Lima Souto. A manifestação recebeu esse nome porque contou com cerca de 100 mil participantes. O ato demonstrou a maturidade dos manifestantes em relação à luta contra o regime em questão e a insatisfação popular referente aos métodos utilizados para reprimir quem fosse contrário ao governo. A passeata terminou de forma pacífica e contou com o apoio de artistas, intelectuais, políticos e organizações sindicais. |
2.2 – Movimento “Diretas Já”: |
|
![]() |
O “Diretas Já” ocorreu entre 1983 e 1984, e exigia a retomada das eleições diretas ao cargo de Presidente da República. Em 1988, jovens de 16 e 17 anos conquistam o direito ao voto nas eleições. Mesmo marcado por forte adesão popular, o “Diretas Já” alcança seu objetivo somente nas eleições para o cargo de presidente em 1989. |
2.3 – Os Caras Pintadas |
|
| Ocorrido em 1992, o “Caras Pintadas” foi um movimento estudantil brasileiro que surgiu como reação aos escândalos de corrupção envolvendo o presidente Fernando Collor de Mello. A manifestação tinha como principal objetivo o impeachment do governante e recebeu esse nome, pois os jovens foram às ruas com os rostos pintados nas cores da bandeira brasileira para demonstrar seu posicionamento. Fernando Collor de Mello renunciou ao cargo antes de sofrer o processo de impeachment no Congresso Nacional. | |
2.4 – Protestos de 2013 |
|
|
Também conhecido por “Jornadas de Junho”, os protestos de 2013 ocorreram pelas ruas de várias cidades brasileiras, entre os meses de abril e julho, e iniciaram após o aumento da tarifa do transporte público. As manifestações logo tomaram grandes proporções, articuladas por meio das redes sociais, e ganharam novos contornos, como a luta pelo fim da corrupção e a busca por uma reforma política. Os jovens, junto a UBES
e o conjunto do movimento estudantil, organizaram-se também pela defesa do Passe Livre Estudantil.![]() A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é a entidade que congrega e representa todos os estudantes de instituições de Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Técnico e ensino pré-vestibular do Brasil. |
|
2.5 – Garantindo os próximos passos: |
|
| Outro importante reconhecimento sobre a juventude e a garantia de direitos para sua efetiva participação foi a Lei 12.852, também conhecida como Estatuto da Juventude. Segundo o documento, considera-se jovem aqueles entre 15 e 29 anos. A lei dispõe sobre os direitos desse grupo, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE. Considerando que o Brasil é um país que ainda sofre com a desigualdade social, é de suma importância a aplicação do Estatuto e outras políticas públicas que garantam ao jovem seu bem-estar e seu desenvolvimento, principalmente àqueles em condições periféricas e de baixa condição social. | |






