ASSINTOMÁTICOS

  “Assintomático, indivíduo que não apresenta
sintoma

  Na literatura médica, sintoma é qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não se consistir em um início de doença.

(como: dor de cabeça, febre, náuseas e etc.…) de determinada doença, mesmo contendo o
vírus

  A palavra vírus vem do latim “virus”, que significa fluído venenoso ou toxina. Os vírus são seres muito simples e pequenos, formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos.

em seu corpo, ela pode resolver-se ou tornar-se
benigna

  Derivado do latim “bene” = “bem” e “-genus” = “nascido”, é um termo médico usado para descrever doenças leves e não progressivas. O termo é mais conhecido como uma descrição de neoplasias não cancerosas, mas também pode se referir a outras condições. Significa “não faz danos à saúde”.

; é necessário que uma pessoa passe por tratamento, para não ter problemas mais tarde, tais como
pressão arterial elevada

  É uma doença crônica em que a pressão arterial está sempre elevada. A doença geralmente não causa sintomas. No entanto, a longo prazo, é um dos principais fatores de risco para muitas doenças graves como: Aterosclerose coronariana; AVC; Insuficiência cardíaca; Doença arterial periférica; Perda da visão; Insuficiência renal crônica e Demência.

e
hiperlipidemia

  É um distúrbio no nível de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue. Os lipídios (moléculas de gordura) são transportados em uma cápsula de proteína, e a densidade lipídica e o tipo de proteína determinam o destino da molécula e seu efeito no metabolismo.

” Sabe-se que uma pessoa assintomática é aquela que que não expressa sintoma (dor, febre, náuseas etc.) ou não produz os sintomas esperados: doença assintomática. Muitos denominam um paciente assintomático em que a doença que possui não manifesta sintomas, sendo, portanto, difícil de ser identificada e tratada. Nesse contexto há uma preocupação quanto ao fato de uma pessoa ser assintomática pelo fato dela provocar surtos epidêmicos.

CORONAVÍRUS

  A palavra “assintomática” vem sendo associada, com um dos assuntos mais falados do momento, o
COVID-19

  O coronavírus é uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos.

  É uma doença causada pelo coronavírus, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos, e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória.

. Isso porque, muitas das pessoas que estão
infectadas

  Refere-se aquele que encontra-se como portador de um vírus em seu sistema imunológico. A pessoa infectada pode apresentar sintomas ou não, depende da reação de cada organismo diante do que o paciente contraiu. No que diz respeito ao coronavírus, no momento, temos 33.785.178 infectados no mundo, 23.448.934 casos recuperados e 1.010.147 de mortes, sendo 4.810.935 casos no Brasil, 4.180.376 de casos recuperados e 143.952 de mortes no Brasil por coronavírus

com o vírus não apresentam os sintomas (dores de cabeça, febre, perda de paladar entre outros). Porém, muitas pessoas que estão com alguns desses sintomas começam a se assustar, por conta da
viralização

  Esse tipo de termo é utilizado quando algum assunto se torna algo populoso, várias pessoas sabem do assunto falado. No caso da COVID-19 diz respeito à forma de contágio entre as pessoas em um curto espaço de tempo. Sabe-se que dependendo do período de incubação do vírus pode-se imaginar o nível de contaminação. As pessoas podem pegar a COVID-19 de outras que têm o vírus. A doença pode ser transmitida, principalmente, de pessoa para pessoa por meio de gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com COVID-19 tosse, espirra ou fala. Essas gotículas são relativamente pesadas, não viajam longe e caem rapidamente no chão. Podem, no entanto, pegar a COVID-19 se respirarem essas gotículas de uma pessoa infectada pelo vírus. É por isso que é importante ficar pelo menos a 1 metro de distância dos outros.

deste assunto.
  O termo em evidência nunca foi tão usado como tem sido no atual momento. Isso porque a grande polêmica que gira em torno dessa palavra está ligada à transmissão ou não do vírus da COVID-19, ou seja, uma pessoa sem sintoma pode transmitir a doença de forma silenciosa, segundo os médicos infectologistas. O Coronavírus assintomático é muito mais comum do que parece e acontece em dois terços das pessoas infectadas, segundo um estudo realizado pela revista Science.
  Enquanto algumas pessoas sentem os primeiros sintomas, outras não chegam sequer a saber que estavam doentes. Segundo a OMS, pacientes assintomáticos também podem transmitir o Coronavírus, embora a
transmissão

  Transmissão é a passagem de um vírus, por exemplo, de uma pessoa doente para uma pessoa saudável. A principal maneira pela qual a doença se espalha é através de gotículas respiratórias expelidas por alguém que está tossindo ou tem outros sintomas, como febre e cansaço. Muitas pessoas com COVID-19 experimentam apenas sintomas leves, particularmente nos estágios iniciais da doença. É possível pegar COVID-19 de alguém com tosse leve e que não se sente doente. Alguns relatórios indicaram que pessoas sem sintomas podem transmitir o vírus. Ainda não se sabe com que frequência isso acontece.

mais comum seja por meio de pacientes que já apresentaram sintomas. Muitos países já estão adotando o uso de
máscaras

  Máscara é o elemento usado para cobrir o rosto total ou parcialmente, exemplos de máscaras são para festas e eventos, ou para procedimentos médicos, como cirurgias, por exemplo. Cirúrgicas; descartáveis; laváveis; tipo bico de papagaio; caseiras; de pano; estilo bandana; com lenço tradicionalista; com filtro de papel; com a frente transparente para a expressão dos lábios; estampando o brasão do time do coração ou a marca dos personagens favoritos; elas surgiram nas ruas de todos os modos.

  Sem elas, não se pode entrar em estabelecimentos, nem usar o transporte coletivo, tampouco ser cidadão novamente. Em muitos lugares, as máscaras faciais já são obrigatórias, e sua ausência pode ser motivo de sanção.

no dia a dia para prevenir esse tipo de transmissão.

SÃO RESPONSÁVEIS PELA TRANSMISSÃO DO VÍRUS

  As pessoas infectadas com COVID-19 que não apresentam sintomas, as chamadas assintomáticas, são provavelmente as principais responsáveis pela manutenção da cadeia de reprodução do vírus na sociedade. Essa ideia de que um assintomático é responsável pela transmissão do vírus vem do médico

infectologista

  A pandemia causada pelo coronavírus trouxe à tona o trabalho de um profissional com uma especialidade médica pouco conhecida: a do infectologista. Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, o infectologista é o médico especialista em diagnosticar doenças infecciosas que podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, entre outros microrganismos. O papel do infectologista é com o diagnóstico e com a prevenção para tratar pacientes com infecções provocadas por esses inimigos invisíveis. Seu principal objetivo é investigar, apresentar propostas de uma terapia adequada e prevenir processos infecciosos, assim como analisar o quadro clínico em questão.

, Guilherme Henn, presidente da Sociedade Cearense de Infectologia (SCI). Segundo ele, duas razões confirmam essa avaliação. Primeiro, é que o paciente assintomático, apesar de ter uma menor
carga viral

  É o termo técnico utilizado para a concentração de um vírus em um paciente infectado. Ela pode ser medida por exames que contam a quantidade de vírus presente em uma amostra de sangue. Normalmente, a quantidade de cópias de RNA viral presente em uma amostra de plasma sanguíneo é estimada após o teste de PCR quantitativo em tempo real.

que o sintomático, mantém o vírus viável por mais tempo, portanto é passível de transmissão por um período geralmente maior. Em segundo lugar, como não fica isolado e ele tende a ter contato com outras pessoas com mais frequência, possibilita a contaminação. Sabe-se por estudos difundidos na área em questão que os pacientes assintomáticos com COVID-19 continuaram a testar positivo para o vírus por até 18 dias após o diagnóstico, um pouco menos do que os 20 dias para aqueles com sintomas. A questão é que o mesmo estudo detectou que nos assintomáticos a quantidade de vírus diminui mais lentamente do que nos que apresentam sintomas. Outro resultado encontrado é que pacientes assintomáticos também apresentaram disseminação viral por pelo menos 30 dias após o diagnóstico confirmado. Nesse estudo foram analisados exames de 303 pacientes com COVID-19, sendo que 81% deles não apresentaram sintomas no momento do diagnóstico.

POR QUE EXISTEM ASSINTOMÁTICOS

  Há um questionamento por parte de vários especialistas no que se refere a contaminação por meio dos assintomáticos. É uma realidade perturbadora, uma vez que é difícil identificar quem de nós está propagando a doença. Até metade dos transmissores silenciosos “se sente bem” no sábado à noite — mas, quando começam a apresentar sinais reveladores como tosse, febre e fadiga na segunda-feira, possivelmente já infectaram muita gente. Por outro lado, há um grupo que pode ser considerado ainda mais evasivo — pessoas infectadas pelo coronavírus, mas que nunca apresentam sintomas — que corresponde a 40% das infecções nos Estados Unidos, de acordo com as estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
  O que é especialmente intrigante é o motivo pelo qual esses dois grupos — transmissores
pré-sintomáticos

  São pessoas com cargas virais muito altas, mas que ainda não apresentam sintomas. Devido ao alto índice de carga viral, esse grupo é considerado aquele com maior potencial de transmissão do vírus. De acordo com uma pesquisa do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), da UFRJ, essas pessoas representam cerca de 45% das transmissões. Ou seja, transmitem mais o vírus do que os sintomáticos e os assintomáticos. Segundo os estudiosos, isso acontece porque os pré-sintomáticos possuem as cargas virais altas e não percebem que estão com sintomas ou acreditam que não podem transmitir por não apresentarem sintomas.

e casos assintomáticos — surgem com tanta frequência. Outros vírus, como
influenza

  É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza tipo A  São conhecidos 3 tipos de vírus da influenza: A, B e C  Esses vírus são altamente transmissíveis e podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura genética), sendo que o tipo A é o mais mutável  Geralmente as epidemias e pandemias (situação da doença em vários países) estão associadas ao vírus do tipo A.

e resfriados, também são transmitidos silenciosamente. Mas a incrível capacidade que a COVID-19 tem de se esquivar dificulta ainda mais o seu controle.

REFERÊNCIAS

Assintomática – Dicio Disponível em: https://www.dicio.com.br/assintomatica/ Acesso em nov/2020

Ministério da Saúde – Gov br Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br Acesso em nov/2020

Como o vírus responsável pela Covid-19 se espalha? – Coep Disponível em: http://coepbrasil.org.br/como-o-virus-responsavel-pela-covid-19-se-espalha/ Acesso em nov/2020

Conheca Historia de origem da mascara – Negócios Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2020/03/conheca-historia-de-origem-da-mascara-n95-simbolo-da-pandemia-de-coronavirus.html#:~:text=As%20primeiras%20m%C3%A1scaras%20cir%C3%BArgicas%20come%C3%A7aram,nas%20feridas%20durante%20a%20cirurgiaAcesso em nov/2020

Assintomáticos podem ser os principais responsáveis pela manutenção da rede de reprodução do vírus da covid-19, diz especialista – Camara municipal de Fortaleza Disponível em: https://www.cmfor.ce.gov.br/2020/09/04/assintomaticos-podem-ser-os-principais-responsaveis-pela-manutencao-da-rede-de-reproducao-do-virus-da-covid-19-diz-especialista/#:~:text=O%20paciente%20assintom%C3%A1tico%2C%20apesar%20de,reprodu%C3%A7%C3%A3o%20do%20v%C3%ADrus%20na%20sociedade Acesso em nov/2020

Afinal, por que ocorrem casos assintomáticos da covid-19? – National Geographic Disponível em: ttps://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2020/07/afinal-por-que-ocorrem-casos-assintomaticos-da-covid-19 Acesso em nov/2020

Assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos: entenda a diferença – Educa+ Brasil Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/assintomaticos-presintomaticos-e-sintomaticos-entenda-a-diferenca Acesso em nov/2020

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