ELETRÔNICA REPORTAGEM
MUDANÇAS DE HÁBITOS ALIMENTARES DURANTE A PANDEMIA
No período da pré história as pessoas gastavam muito tempo atrás de alimentos, pois o homem sempre precisou de energia para que o corpo funcionasse bem. Ele caçava e coletava frutos e outros alimentos naturais. Mais adiante veio a descoberta do fogo, onde o homem passou a cozinhar seu alimento.
Antes da década de 50, não existia geladeira no Brasil. A primeira foi desenvolvida por Rudolf Stutzer, em Santa Catarina. Em seguida surgiu a indústria Consul, em 1950. Assim, a forma de cozinhar antes dessa invenção era diferente de hoje. O que cozinhava no almoço, não se comia na janta. Cozinhava-se apenas a quantidade necessária para aquela refeição. Os temperos eram naturais, muitas vezes tirados fresquinhos da horta.
Muita coisa mudou com a chegada da geladeira e os alimentos passaram a ser refrigerados alcançando maior durabilidade. Depois veio o freezer e surgiu a comida congelada pronta, o macarrão instantâneo e os conservantes. Os temperos artificiais entraram na moda e a qualidade de nossa alimentação caiu. Conforme pesquisa do IBGE, nos últimos 40 anos diminuímos o consumo de arroz, feijão e gordura animal e aumentamos muito o consumo de refrigerante, frango, embutidos e biscoitos.
Para saber um pouco mais sobre os hábitos alimentares das pessoas, os alunos do 4º ano A, realizaram entrevista com seus familiares e amigos. Esta reportagem, apresenta o resultado da pesquisa sobre alimentação antes e durante a pandemia da covid-19, conhecida também como coronavírus.
Muitas coisas aconteceram. Tivemos que nos adaptar a um “novo normal”. As crianças passaram a ter aulas on line e muitos pais passaram ao homework. A alimentação também sofreu mudanças. Muitas pessoas que diariamente se alimentavam fora por conta da correria do dia-a-dia, trabalho, escola, e muitas outras atividades, de uma hora para outra tiveram que passar a se alimentar todos os dias em suas residências. Assim, a alimentação também mudou muito. Tanto comida caseira, como fastfood.
A entrevista foi realizada no dia 22 de setembro e mostra que com essa mudança de rotina, a maior parte da população passou a se alimentar melhor, comer alimentos feitos em casa e diminuiu o consumo de alimentos prontos. Silvette Gonzalez, (60 anos), que vive em São Paulo, conta que antes da pandemia durante a semana, por diversas vezes ela e sua família se alimentavam de comida pronta: “ Antes da pandemia, a gente comia mais alimentos prontos,e depois que tudo começou passamos a fazer a comida em casa, mais vezes para nos protegermos.”
Outra entrevistada, Delmina Baldissera, (39 anos), Campinas do Sul (RS), diz: “ Durante a pandemia pude comer mais vezes durante a semana em casa, então minha alimentação melhorou. Antes da pandemia, muitas vezes almoçava fora por causa do trabalho que é em outra cidade.”

Rita Miyoko Kikuchi Nagano (63 anos), veio de uma infância no sítio, onde plantavam e consumiam o que produziam. Depois de crescer e casar veio à cidade, sua alimentação continuou saudável, mas não com a mesma qualidade, pois no sítio havia todo um cuidado com a plantação sem o uso de agrotóxicos. Mesmo na cidade há muitos anos, não consome comida pronta, apenas a caseira, preparada por ela mesma. Ela é dona de casa e o marido trabalha em oficina que é no mesmo terreno, então não tem necessidade de comer fora.
São muitos os relatos de pessoas que contam que essa mudança foi muito positiva em seus cotidianos e que gostariam de manter com mais frequência esse hábito de comer comida caseira, frutas e legumes frescos que ajudam na qualidade de vida das pessoas.

É importante salientar que em pandemia ou não, é necessário que a alimentação seja saudável, equilibrada e rica em frutas, verduras e legumes. Mudar hábitos alimentares não é uma tarefa fácil, mas é importante, pois alimentação influencia na nossa saúde.
Alunos do 4 ano A.
Fonte dos Gráficos: Entrevistados dos alunos do 4 ano A.
Colégio Nossa Senhora do Rosário.
‘Professora Luci Soares.