DEFINIÇÃO E APRESENTAÇÃO
Inclusão digital é assegurar que cada indivíduo tenha acesso à informação e a meios de comunicações, principalmente pessoas com menos condições de vida. Como o nome já diz, essa inclusão está relacionada a dar acesso às pessoas da nossa sociedade aos avanços tecnológicos, que são recursos muito importantes, como ferramentas para meios de aprendizagem, pesquisas e estudos.
Há três métodos para incluir a tecnologia: dispositivos conectados, acesso à rede wi-fi e domínio dessas ferramentas. Com esses acessórios fundamentais, há participação em um contexto inovador de tecnologias e pronto para usufruir das facilidades que a internet proporciona, como: operações bancárias via internet, compras por meio de sites e aplicativos, cursos online e ensino a distância.
A inclusão ao meio digital se baseia em duas fases: a primeira é quando o cidadão tem acesso “à televisão com mouse”; e a segunda, “quando ganha conhecimento”, que é o aprendizado. Algumas ONGs, em encontro organizado pela , apoiam o uso e avanço da tecnologia, uma vez que incentivam a adoção de projetos que estimulam mais conhecimento, criatividade, cooperação e solidariedade humana, para que cada pessoa se desenvolva intelectualmente e, consequentemente, a sociedade possa progredir.
DADOS HISTÓRICOS
A Era da Informação, também conhecida como Era Digital, começou com a Revolução Digital, iniciada com a popularização dos computadores digitais no fim da década de 50. A expansão do uso dos computadores digitais segue até os dias atuais, com o grande aumento de uso, desde comunicação com outras pessoas até uso médico e militar. O impacto fez mais diferença no início da década de 90, com a criação da Internet, que permite encontrar praticamente qualquer informação e interagir com qualquer pessoa no mundo. Nesse sentido, a inclusão digital se dá pela democratização do acesso às ferramentas digitais para todos os cidadãos, visando a inclusão de todos na sociedade da informação.
A explosão do uso da internet começou em 1989, quando o acesso começou a ser comercializado. O , grande portal da Internet que possui serviços de e-mail, surgiu nessa época. Nos anos 2000, com a expansão do acesso à rede, substituindo a telefonia pela banda larga e as redes de celular, vários sites, ainda hoje usados, começaram a surgir, em especial as redes sociais, como e . Atualmente, 58% dos lares brasileiros possuem acesso à Internet, número que tende a aumentar com o ano. Vale lembrar que o acesso à internet ajuda muito na vida de uma pessoa. Com a recente aparição das startups fintechs, como o Banco Inter e o , várias pessoas, que antes não conseguiam ter uma conta de banco normal, puderam entrar para o mercado financeiro, pois esses novos bancos totalmente digitais proporcionam serviços bem mais baratos.
O Brasil vem tentando desenvolver diversas ações para a inclusão digital. Em 2005, o projeto de inclusão digital do Governo Federal “computador para todos”, iniciado em dezembro, registrou mais de 19.000 máquinas financiadas até meados de janeiro. A ideia é que as tecnologias da informação chegaram para ficar e, no futuro, quem não estiver “incluído digitalmente” viverá em uma limitação social, podendo até perder seus direitos garantidos à cidadania. Aliado a isso, existe a necessidade de pleno acesso à educação, caso contrário a inclusão digital não se torna plena. Os dados são da , que financiou 1.181 equipamentos. Com a inclusão digital, o público-alvo de seu trabalho são: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso.
É interessante notar a evolução do uso da Internet no Brasil e seu preço. Em uma época em que era necessário ter uma linha telefônica para possuir Internet e a mesma linha poderia ultrapassar o preço dos 10 mil reais, na época em que as telecomunicações brasileiras eram estatizadas e monopolizadas, pouquíssimas pessoas possuíam acesso à rede no país. Hoje, o mercado é um pouco mais livre, com um grupo de empresas podendo fornecer o serviço de Internet, e sem a necessidade de linha telefônica devido ao avanço tecnológico; mais da metade dos brasileiros possuem acesso à rede. Mesmo com esse avanço, o Brasil demora a receber as novas inovações, como o 5G, e a qualidade do nosso acesso é bem pior que a de países mais desenvolvidos, demonstrando que é necessário ainda mais avanços, como a abertura do mercado.
MANEIRAS DE REALIZAR A INCLUSÃO DIGITAL E AS AÇÕES JÁ REALIZADAS
Muitos adolescentes têm acesso à Internet, e essa é uma conjuntura positiva, uma vez que pode ser utilizada para fins educacionais e de recreação. Um problema é como garantir que todos sejam incluídos nesse universo digital. Segundo a (2016), 5,2 milhões de jovens não têm acesso à rede mundial de computadores. A maior parte dessas pessoas é pertencente às classes D e E. Pensando nessa situação, a prefeitura de Curitiba, mediante a Fundação de Ação Social, criou os Liceus de Ofício, que oferecem cursos gratuitos de informática e acesso à internet para jovens, principalmente para os que estão em situação de vulnerabilidade social.
Além da dificuldade social, a inclusão digital depende de conhecimento na área tecnológica, que não é tão comum para todas as gerações. Os idosos, por exemplo, por não terem nascido na Era Digital, possuem pouca prática com computadores e smartphones, o que acarreta um distanciamento natural do ciberespaço. Percebendo esse problema, o casal de namorados Welber Duarte e Bianca Weihs, do Mato Grosso, criaram o , um projeto de instituição de ensino para idosos. A ideia surgiu de um amigo que ensinava seus tios a mexerem no celular, o que causou demanda de vários outros idosos da cidade. Os dois atendem pessoas de idade que necessitam de ajuda principalmente para mexer no , gravar números etc. Ações cotidianas, mas que são complexas para esse público.
Para que a inclusão digital seja efetuada em todos os setores da sociedade, é preciso também que os estabelecimentos ou entidades ofereçam plataformas digitais. Com os meios eletrônicos, uma maior parcela da população pode ser agraciada com uma maior inserção aos meios de cidadania e de setores públicos. Sites e aplicativos, que, aparentemente, são utilizados apenas para gerar conforto e melhorar a qualidade de vida de seus usuários, podem também ser classificados como serviços de inclusão social, pois realizam tarefas que muitas pessoas não poderiam fazer sozinhas. Um exemplo que está muito presente no dia a dia, mas não possui muita visibilidade como um meio de incluir as pessoas na sociedade, é o , que entrega alimentos e pode fazer o que pessoas com deficiência não podem ou têm dificuldade em fazer: buscar o alimento no estabelecimento.
Outro aplicativo que é feito exclusivamente para integrar pessoas com deficiência na sociedade, com o maior foco em cadeirantes, é o (“guiaderodas”), que oferece um serviço tecnológico, no qual é possível encontrar estabelecimentos que têm adaptações para as necessidades especiais.
O próprio processo de fabricação do aplicativo ou site já é uma forma de inclusão, pois gera empregos para qualquer pessoa, e nesse grupo pode-se incluir as deficientes: muitas indústrias, por exemplo, empregam pessoas com Síndrome de Down. Além da existência da Lei de Cotas, ou Lei de Contratação de Portadores de Deficiência, que informa que toda empresa que possua a partir de 100 ou mais empregados, deverá disponibilizar de 2 a 5 por cento dos seus cargos a beneficiários reabilitados, mais conhecidos como pessoas habilitadas portadoras de deficiência. As analogias, a princípio, podem não parecer altas, mas já dão uma possibilidade maior para o público alvo desta lei. Essas são as seguintes proporções: empresas até 200 empregados, devem seguir a meta de 2%; a partir de 201 até 500, devem ter 3%; de 501 a 1000 empregados, devem seguir na ordem de 4%; quando a empresa possui acima de 1000 empregados (a partir de 1001), deverá ter 5% da quantidade de empregados portadores de deficiência, cada um com a porcentagem exata em relação ao número de empregados em sua companhia.
O serviço de ajuda a idosos, já citado anteriormente, se tornou muito mais frequente, seja apenas para facilitar a comunicação com familiares e amigos, ou para se sustentar em meio à pandemia (tanto idosos quanto os criadores da plataforma). Um aplicativo que satisfaz essa crescente exigência é o TechAjuda, que fornece suporte para as pessoas que têm dificuldade no uso de recursos tecnológicos atuais que podem ser úteis na pandemia, como o Whatsapp. No início de seu planejamento, eram gravados vídeos, contando com uma equipe de 20 professores, que ensinavam como navegar em determinado site ou outro recurso. Posteriormente, o software teve a entrada de mais profissionais.
Inclusão social não é feita apenas nas parcelas da sociedade que possuem alguma deficiência física ou mental. Ela pode ser feita em grupos sociais que historicamente são marginalizados, como os afro-descendentes e homossexuais. O aplicativo Grindr-Chat, encontro e namoro gay” é feito para conhecer pessoas homossexuais e bissexuais. Nele é possível conversar por um chat, compartilhar fotos, marcar encontros, escolher pessoas atraentes, ou divertidas, para que ela possa ir a um encontro. Já o aplicativo Namoro negro Namore – Interaja com solteiros” é feito para conhecer e ir a encontros com pessoas, exclusivamente, negras.