VULNERABILIDADE SOCIAL
Vulnerabilidade social é um conceito que caracteriza a condição de determinados grupos da sociedade, que geralmente dependem de auxílios de terceiros para sobreviverem. Porém, vale lembrar que este termo não se refere somente a pessoas pobres, mas também se refere a pessoas que têm menos oportunidades diante da sociedade. Entre os problemas que causam a vulnerabilidade social, podemos incluir questões históricas, raciais, de gênero e de orientação sexual. Um dos principais motivos pelo qual ela ocorre está na educação precária, um cenário comum em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento que, normalmente, enfrentam problemas políticos e socioeconômicos. A ideia de vulnerabilidade implica a necessidade de eliminação de riscos e de substituição da fragilidade pela força ou pela resistência.
Os primeiros estudos acerca do tema visavam, sobretudo, entender a vulnerabilidade sob o ponto de vista econômico; o elemento principal que interfere de forma direta na vulnerabilidade social é a Intersetorialidade. Para além das condições socioeconômicas, as vulnerabilidades devem ser entendidas como um somatório de situações de precariedade entre as quais se incluem a composição demográfica da família, os agravos à saúde, a gravidez precoce, a exposição à morte violenta e as próprias condições de vida. Todos esses fatores compõem o estágio de

Risco social – Os conceitos atuais referentes a vulnerabilidade social e risco social são diferentes um do outro. Quando se fala de vulnerabilidade social, refere-se a situações que podem levar à exclusão de um grupo ou de um sujeito (por isso, o termo empregado é “pessoa em situação de vulnerabilidade social” ou “grupo em situação de vulnerabilidade social”); que, por algum motivo, são os mais atingidos pelos efeitos das desigualdades socioeconômicas e pela precariedade das políticas públicas. A vulnerabilidade, cabe salientar, não é apenas financeira. Ela envolve relação entre direitos existentes, o acesso a esses direitos e até mesmo as políticas públicas. Assim, ela também está ligada ao modo como um sujeito ou um grupo exercita e acessa sua cidadania. Já o risco social é utilizado quando tende a indicar algum tipo de perigo, demandando algum tipo de medida – e independe de condição social (ou seja, está “além” da vulnerabilidade). Está ligado à probabilidade de determinado evento acontecer e, a partir disto, tentar minimizar seus efeitos. Situações de risco são, por exemplo, violações de direitos (violência intrafamiliar, violência doméstica, violência sexual, negligência, trabalho infantil, discriminação de gênero, entre outros) ou fragilização/rompimento de vínculos familiares e comunitário (pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes sob medida protetiva ou privação de liberdade, idosos em situação de acolhimento). Concluindo, pode-se afirmar que vulnerabilidade social é aquilo que torna um grupo ou um sujeito mais vulnerável às desigualdades socioeconômicas e ao precário acesso a direitos (civis, políticos ou sociais). Risco social é quando já houve violação de direitos ou quando há risco bastante provável destes direitos serem violados.

Pode designar desigualdade social, miséria, injustiça, exploração social e econômica, marginalização social, entre outras significações. De modo amplo, exclusão social pode ser encarada como um processo sócio-histórico caracterizado pelo recalcamento de grupos sociais ou pessoas, em todas as instâncias da vida social, com profundo impacto na pessoa humana, em sua individualidade.



